Boa parte do que você paga não é energia — são encargos de transporte da rede e tributos. Entender essa composição é o que revela onde a geração solar realmente reduz o custo. Abaixo, destrinchamos cada linha da fatura, a irradiação de Rondônia e por que a energia é cara no estado.
A tarifa tem duas grandes parcelas — a energia em si (TE) e o uso da rede (TUSD) — mais os tributos e a iluminação pública. A conta abaixo é ilustrativa para mostrar o peso de cada linha.
A energia em si
É o custo da energia gerada e comprada — o "produto". Historicamente representa a menor parte da conta: em muitas faturas, algo em torno de 30% a 40% do total.
O transporte pela rede
É o "pedágio" pelo uso dos fios da distribuidora. Dentro dela está o Fio B — a parcela que remunera a rede de distribuição e que a Lei 14.300/2022 passou a cobrar gradualmente também da energia solar injetada.
Proporções médias para Rondônia — variam por classe de consumo, bandeira tarifária e mês. Na sua fatura os percentuais reais estão discriminados.
Energia elétrica é um dos itens mais tributados do país. E há um detalhe que pesa: os tributos incidem sobre a soma de TE + TUSD — ou seja, você paga imposto inclusive sobre o transporte.
Imposto estadual, a maior mordida. Em Rondônia a alíquota sobre energia está em 19,5% e incide sobre toda a fatura — inclusive sobre o transporte.
Contribuição federal cobrada por alíquota variável, apurada mensalmente pela distribuidora e repassada na fatura.
Contribuição federal que acompanha o PIS, também repassada mensalmente. Juntos, PIS e COFINS somam alguns por cento da conta.
Contribuição de iluminação pública, cobrada pelo município. Não é tributo federal, mas aparece na fatura.
Ao gerar sua própria energia, você reduz os kWh comprados da distribuidora — e, com eles, cai a base sobre a qual TE, TUSD e todos os tributos são calculados.
É por isso que a economia é muito maior do que "só o preço da energia": cada kWh que você deixa de comprar leva junto o transporte e os impostos embutidos nele.
Clientes de média e alta tensão (indústrias, mineradoras, grandes consumidores) pagam tarifas diferentes conforme o horário. O período de ponta — final da tarde e início da noite, quando a rede está mais carregada — é bem mais caro que o fora-ponta. Como o sol gera durante o dia (fora-ponta), a usina zera boa parte do consumo diurno, que costuma ser o maior em volume.
Já o consumo da ponta continua sendo faturado pela rede: os créditos injetados durante o dia abatem o consumo, mas, na conversão entre postos tarifários, 1 kWh gerado no fora-ponta vale menos do que 1 kWh usado na ponta. Por isso, para eliminar de fato o custo da ponta, o caminho é armazenar energia em baterias (veja a página Off-Grid). No dimensionamento consideramos esse perfil horário para maximizar a economia real.
~5,2
kWh/m² por dia em média anual — um dos melhores níveis de radiação solar do Brasil, com sol forte e constante o ano inteiro.
É o paradoxo do estado: energia cara e sol de sobra. A mesma latitude que encarece a climatização é a que faz cada painel render mais aqui do que na maior parte do país. Ou seja, o custo alto e o potencial de geração andam juntos — e é exatamente essa combinação que torna o solar tão vantajoso em Rondônia.
01
Cada kWh que sua usina produz e você consome na hora é um kWh que você deixa de comprar da distribuidora — com TE, TUSD e tributos embutidos.
02
O que a usina gera além do consumo do momento é injetado na rede e vira crédito de energia, abatido nas faturas seguintes — inclusive de outras unidades, no caso da geração remota.
03
Os painéis geram por 25+ anos. Enquanto a tarifa sobe todo ano, o custo da energia que você mesmo gera fica praticamente fixo — e é aí que a economia cresce com o tempo.
04
Com a Lei 14.300/2022, a energia injetada passou a pagar o Fio B de forma gradual e conhecida de antemão. Isso é considerado no dimensionamento — a economia projetada já contempla essa cobrança.
Na visita técnica lemos a sua fatura linha por linha e projetamos a economia real para a sua operação.