Rondônia tem sol forte o ano inteiro e uma das contas de energia mais pesadas no orçamento de quem produz. Esta página reúne o que muda aqui: como funciona a compensação na Energisa Rondônia, por que gerar e consumir na hora rende mais do que injetar na rede, e em que casos vale levar o crédito para outra unidade.
Pico do Tracoá, na Serra dos Pacaás Novos: com 1.126 metros, o ponto mais alto de Rondônia, em Campo Novo de Rondônia.
Rondônia inteira é atendida pela Energisa Rondônia, a antiga Ceron, adquirida pelo Grupo Energisa em 2018. De Porto Velho a Vilhena, de Guajará-Mirim a Cacoal, todo consumidor ligado à rede segue as mesmas regras de tarifa e de compensação.
Isso simplifica o projeto: não há diferença de concessionária entre municípios do estado, e o processo de homologação da usina é o mesmo em qualquer cidade de Rondônia.
O que pesa na conta não é só a energia consumida. A fatura soma a TE (a energia em si), a TUSD (o transporte pela rede), as bandeiras tarifárias e os tributos. E em Rondônia o tributo pesa:
Isso muda a conta a seu favor quando você gera: cada real de energia que deixa de vir da rede leva junto o ICMS que incidiria sobre ele. O imposto não é descontado à parte — ele simplesmente deixa de ter sobre o que incidir.
Veja a sua conta destrinchada linha a linha, com o peso de cada tributo e encargo.
A forma mais direta de usar o Sol é gerar na própria unidade — no telhado do galpão, no solo ao lado da operação — e consumir ali mesmo. A energia sai do painel e vai direto para o que está ligado: o motor da irrigação, a câmara fria, a linha de produção. Essa parcela não passa pela rede da distribuidora, e por isso não paga nada pelo transporte.
Abate a conta pelo valor cheio da tarifa. Não há cobrança de uso da rede, porque a energia não circulou por ela. É a parcela mais valiosa da usina.
Volta como crédito depois, e sobre ele incide o Fio B, a parcela do transporte. Pela Lei 14.300/2022 esse percentual sobe a cada ano: 60% em 2026, 75% em 2027 e 90% em 2028.
Percentuais de referência, para comparar as duas modalidades. O número da sua operação sai da visita técnica, a partir do consumo real e do perfil de uso ao longo do dia.
A consequência prática é que duas operacões com a mesma conta de luz podem ter retornos diferentes, dependendo da hora em que consomem. Quem puxa carga durante o dia aproveita mais o que gera; quem consome à noite depende mais do crédito, e o crédito custa um pouco. Por isso dimensionamos olhando o perfil de consumo por hora, e não só o total do mês.
Em Rondônia isso costuma jogar a favor de quem produz: irrigação, resfriamento, secagem, britagem, bombeamento e linha de produção rodam justamente no horário de sol. É o perfil que melhor aproveita a autogeração.
Quem conectou a usina antes de 7 de janeiro de 2023 seguiu nas regras antigas, sem essa cobrança, até 2045.
Nem sempre dá para gerar onde se consome: falta telhado, falta área, ou a conta pesada está numa unidade que não comporta a usina. Nesses casos os créditos de uma usina podem abater a conta de outras unidades do mesmo titular, desde que estejam na mesma área de concessão. Como em Rondônia a área de concessão é o estado inteiro, isso abre uma possibilidade que nem todo estado tem:
Vale lembrar que a energia de uma usina remota passa toda pela rede, então toda ela carrega o Fio B. Quando dá para gerar junto à carga, a autogeração rende mais — a remota é a melhor saída para quando isso não é possível.
A área sobra no campo e falta no telhado do escritório ou da loja. A usina é construída onde há espaço e o crédito abate a conta da unidade urbana.
Quem tem matrículas espalhadas pelo estado concentra a geração em um único ponto e distribui os créditos entre as unidades, em percentuais definidos por você.
O que a usina gera a mais fica como crédito por até 60 meses. A produção da estiagem cobre os meses de céu mais fechado.
Rondônia vive dois regimes bem marcados: a estiagem, de maio a setembro, com céu limpo e geração no topo; e o período chuvoso, de outubro a abril, com mais nuvens e produção menor. Um projeto honesto não promete a geração do mês melhor — dimensiona pela média do ano inteiro.
É aí que o crédito de 60 meses trabalha a favor: o excedente acumulado na estiagem cobre os meses de chuva, e a conta fecha no acumulado do ano. Na visita técnica levantamos a irradiação do seu município e o histórico real de consumo antes de propor qualquer potência.
Projetamos, instalamos e mantemos usinas em todo o estado. Alguns dos municípios onde atuamos:
A visita técnica é gratuita e sem compromisso. Levantamos o consumo real, a irradiação do seu município e devolvemos o retorno do investimento em números.